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"Para que o Deus do nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da Glória, vos dê em conhecimento o espiríto da sabedoria e da revelação"

Efésios 1:17

Homens Bomba

O Apóstolo da China

Afinal, O que é Yoga?

A Volta de Jesus Cristo

Oportunidade & Responsabilidade = Excelência

Incredulidade Temerosa

Só o Senhor sonda os corações

Onde estão os “Elias” de Deus?

Jovens do SENHOR

Para aqueles que O amam

Cinco maneiras de afastar seu filho da Igreja

Transei, e Agora!!

O Brasil precisa de pastores de caráter limpo

As implicações espirituais no uso de Piercing's

A Interação da Trindade

O que farei para herdar a Vida Eterna

Somente DEUS é...

Sensacionalismo Toma Conta da Igreja

O Selo de DEUS

Legalizando o aborto

Orgulho é igual a queda

Apaixonando-se pela mulher Frankenstein

Desmascarando o Espírito de Jezabel

Por que os jovens são, além de protegidos por Deus, tão importantes?"

Qual é o Problema em Gostar um Pouco de Pornografia?

Nova Era

A responsabilidade individual de cada Crente

As Transformações e os Benefícios do Jejum

A mente é o campo de batalha

Deixe Deus ser Deus

Faça sexo! Faça sexo! Mas antes, pegue aqui sua camisinha.

Gratidão

Pessoas que experimentaram os "Poderes da Era Vindoura"

Aprendendo com Ana

A Lepra e o Jordão

Eu não Envergonho do Evangelho

Sede imitadores de Deus como filhos amados

Obstáculos à Adoração

Sete Necessidades Básicas da Criança

O nome poderoso

Louvor que Cura

Da vergonha a conquista através da fé

Intercessor na sala do na Trono

Os Três Níveis de Contribuição

A Missão de JESUS como modelo para o exercício da liderança

Vou em busca do meu milagre

Quem são os demônio?

Jesus modelo por excelência!

A santidade é obra da graça

Vivendo na Eternidade

Abrilhantando o culto

Incenso

Impedimentos de Entrar no Santo dos Santos

A preguiça leva à miséria

Pois Eles Mudaram a Verdade de Deus em Mentira

Entendendo o Perdão

A mesa do Senhor

A Visão Espiritual

Guardar o Coração

Como receber a benção da abundancia

Minha noiva...

A guerra espiritual entre dois reino

Jesus Cristo é o Caminho

As três decisões

Porque eu odeio a Obediência

A Besta e o Sistema Mundial x O Reino de Deus

Adoração cerimonial e ritualística x adoração em espírito e em verdade

Comunhão Com Deus

A obra de Deus em nossas vidas

Maledicência

Fé e os Nomes de Deus

O Céu (Uma Mensagem de Esperança Para Estes Tempos Difíceis)

Voltado a Deus

Libertação Financeira

Identidade

Uma mulher de fé

Deus nos livrou da crise econômica para que??

As Chaves do Reino de Deus

Permissividade

Iemanjá= Rainha de todas as águas e mãe de todos os orixás?

A Responsabilidade do Cristão

Vida sem Fogo

Pastores Analgésicos

Uma história com final feliz

Os Pastores

Espírito de Acabe

Família - Um Projeto Celestial(UMA IDEIA DE OUTRO MUNDO)

Submissão – Um Princípio de Deus

Amigo íntimo

Tratamentos Alternativos e Alternativas Perigosas

Tudo tem seu Tempo

O Deus Imutável

Levanta-te

Unção e Criatividade

O Reino e os reinos

Tempo de Seca?

A crença e a falta de intimidade

O diabo vai minando as mentes sutilmente.

O Chamado Levítico

Os propósitos de Deus no sofrimento do homem

Qual o seu preço? Quanto você vale?

Fraude

A verdadeira santidade

Jesus, uma pessoa comprometida.

Deus Revelado nos Seus Servos

Pela fé

Tua palavra é verdade

Trazendo a Arca I e II

O mito do Papai Noel X A realidade de Jesus Cristo

Sobre o Natal

O que a Bíblia diz sobre a árvore de Natal?

Qual é a minha Capa?

Ele e Nós

A Segunda Vinda de Jesus

Presença do Senhor

Ser Missionário

O tempo da espera

Materialismo e Avareza

Amor, sexo, lascívia!

Ai, ai, ai... Não dá! - Murmuração

Fé - O Sexto Sentido

Cientologia - A religião das Estrelas

O que é Dircenir o Corpo de Cristo na Ceia?

Adoração - O Evangelho Eterno

O que dizes de ti mesmo?

Idolatria Gospel - Um show de horrores

Janela 10/40

Coisas Boas Que Deixam As Pessoas Fora Do Céu!

Por suas pisaduras fomos sarados

Páscoa

Pácoa II

Pácoa III

O Papel da Esposa

O Papel do Marido

Convertido ou convencido!

Como Criar Filhos Masculinos e Filhas Feminimas

Alimentando as Ovelhas ou Divertindo os Bodes

Chuva Temporã e Serôdia

Turista de Igreja

Mornos Espirituais

Acomodados, acordem!

A Difícil Missão de Perdoar

O desafio de crer contra toda esperança

O Temor do Senhor

Crentes Que Bebem

Crentes Que Bebem

"Posso te fazer uma celebridade, propôs o diabo a Jesus...

Jesus com vergonha de ser chamado de Jesus

A Depressão do Profeta Elias

A Plenitude do Espírito Santo: Seu direito e Dever

Fugindo do Engano

Amor sem abracadabra

A mão de Deus ou a força do dinheiro??!!

Quem diz a verdade?

A bênção de ser um derrotado

Escapando de Sodoma

Existência

Como fugir do mundo da sensualidade

A Parábola das Dez Virgens

"Happy Halloween!"?

O que você vai fazer no Carnaval?

Adore ao Cordeiro Ressureto

Adoração é sacrifício

Guardados no Caminho

A Seriedade da Falta de Fé

O perfume de Cristo

A humildade precede a santidade

Deixe Deus ser Deus

José

É desconcertante ver como a vida torna algumas pessoas tris¬tes e outras graciosas. Duas pessoas podem atravessar o mesmo vale de circunstâncias desanimadoras. Uma sai com res¬sentimento e desânimo, a outra com renovado vigor e alegria. Para alguns, a tragédia os edifica; mas para outros, os desmorona. Alguns crescem; outros murcham. Por quê?
O que acontece a nossos sonhos pode nos tomar rudes ou afá-veis. Todos nós possuímos planos, esperanças e perspectivas para a vida. Raras vezes eles chegam a se concretizar do modo exato como antecipamos. Não obstante, alguns superam os contratempos na realização de seus sonhos certos de que Deus está elaborando um plano mais importante, enquanto outros imobilizam-se pela derrota, mergulham em amarga auto-incriminação ou culpam as pessoas ao seu redor pelas desigualdades da vida. O ponto em questão é: como você procede quando as circunstâncias parecem se opor aos seus sonhos mais acalentados? Ou, como uma mulher perguntou indignada: "O que você faz quando a vida lhe dá um duro golpe?"
Veja o que acontece a alguns de nós. Deus nos chama para ser sonhadores. Ele deseja dar-nos uma visão do que a vida pode ser. Em seguida, mediante a nossa oração perseverante, ele nos oferece uma chamada especial que se ajuste com perfeição aos talentos que nos concedeu e aos dons espirituais que nos confiará. Forma--se em nossa mente um quadro de nosso destino. Sua chamada ressoa em nossa alma. Firmamos um compromisso de seguir o Mestre até às aventuras mais sublimes. E, então, as circunstâncias adversas se levantam qual nevoeiro a nos separar do calor e do esplendor do sol. O que aconteceu? Deus inverteu a sua orientação?
Era nosso sonho apenas auto-engrandecimento?
Uma das lições mais difíceis e de maior desafio na escola da obediência e da fé, é que o Deus que concede o sonho também prepara o sonhador para concretizá-lo. O que atravessamos quando nos movemos em direção aos alvos que Deus nos dá, foi idealizado com perfeição para formar grandes pessoas, capazes de lidar com um grande sonho. Esta é a importante verdade que José tem para nos ensinar.
Faça um presente a si mesmo. Leia os capítulos trinta e sete até o cinqüenta de Gênesis. Conheça um dos mais notáveis sonhadores do Antigo Testamento. O homem afável com quem nos deparamos ao final do relato não poderia ter apreciado ou se apropriado de seu sonho sem atravessar o vale das vicissitudes. Enquanto acom¬panhamos a peregrinação de José, vemos cinco poderosas diretrizes para sonhadores desapontados.
A primeira é: Deixe Deus ser Deus de seus sonhos. José, um jovem de dezessete anos, era o filho favorito de Jacó. O patriarca criou o rapaz com um sentimento de que ele era especial e querido, e lhe deu um senso de destino. A sua fé foi bem alicerçada no que aprendeu dos encontros de seu pai com Deus. Mas a infância de Jacó afetou a educação de José. Como acontece na maioria dos casos, o que se nega ao pai este prodigaliza no filho. O esforço de Jacó para obter a bênção de Isaque tornou-o solícito demais em abençoar José. O resultado foi a rivalidade com seus irmãos. José possuía confiança própria, mas era uma segurança próxima à ar¬rogância. O favoritismo de Jacó chegou ao cúmulo de dar a José uma longa túnica, com a qual ele andava nos arredores, orgulhoso feito um pavão. Ela simbolizava a aristocracia e a isenção de trabalho árduo. A túnica inflamava o ciúme dos irmãos de José.
Nem José nem seus irmãos estavam preparados para o sonho que ele teve certa noite. Sua família e ele atavam feixes no campo. Em dado momento, um feixe se pôs de pé e os outros se curvavam diante dele. O feixe era José! Como se isto não bastasse, o sonho vinha acompanhado de outro com o mesmo impacto: o Sol, a Lua e onze estrelas se curvavam ao sonhador. Para um rapaz de de¬zessete anos, este é um sonho envaidecedor. A proteção do pai e a falta dos rigores da disciplina e do trabalho árduo deixaram-no mal preparado para lidar com o sonho. Faltou-lhe a humildade para refletir em silêncio no seu coração. Em vez disso, ele contou o sonho a toda a família. Jacó censurou o filho, mas o sonho já tinha causado dano ao ego conturbado de seus irmãos. A sorte fora lançada e uma coisa terrível estava para acontecer.
Esse fato se deu no vale de Dota. Jacó enviara José para su-pervisionar os irmãos no trabalho de pastorear os rebanhos. Quando estes notaram que José se aproximava, a ira e o ciúme de longo tempo subiram-lhes à cabeça: "Vem lá o tal sonhador!", diziam com desdém. "Vinde, pois, agora, matemo-lo, e lancemo--lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos!" (Gênesis 37:1920).
Somente a intervenção de Rubem (quem colocou a idéia em sua mente?) salvou a José. "Não derrameis sangue; lançai-o nesta cis¬terna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele" (Gênesis 37:22). Assim eles lançaram mão da linda túnica talar de mangas compridas e a rasgaram, e a José lançaram num poço de boca estreita e fundo largo. Enquanto José gritava, suplicando por so¬corro, os irmãos comiam pão. Nada, senão o próprio homicídio poderia ter expressado melhor o sentimento deles. Uma refeição para celebrar a morte de um irmão!
Mas os desígnios de Deus eram outros. Uma caravana de is-maelitas que ia de Gileade para o Egito se aproximava enquanto os irmãos saboreavam a refeição. Ah! a singular estratégia de um Deus capaz de fazer descobertas felizes! Agora, Judá alia-se a Ru¬bem em sua advertência. "De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue? Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a nossa mão, pois é nosso irmão e nossa carne" (Gênesis 37:26-27). José foi vendido por vinte ciclos de prata e levado para o Egito. Seus irmãos pegaram a túnica repug¬nante, molharam-na em sangue de bode e foram a Jacó com a mentira de que seu amado filho estava morto.
Você poderia esperar uma série de circunstâncias mais adequadas para contradizer um sonho? Penetre na mente de José levado em¬bora, preso com correias às costas de um camelo. Sinta o que ele sentiu ao agachar-se cautelosamente em volta da fogueira do acam-pamento dos ismaelitas à noite. Passe a viver através de noites de solidão e dias exaustivos, da perspectiva de um rapaz de dezessete anos, assustado, só e com saudades de casa. E, contudo, o primeiro passo da preparação do sonhador para o cumprimento do seu sonho havia começado. Grandes coisas Deus reservara para José.

A arrogância devia ceder ao caráter, a autoconfiança à dependência e confiança em Deus apenas. Nada havia de acontecer com José que o Senhor não usasse para torná-lo num útil instrumento.
Deixar Deus ser Deus de nossos sonhos é reconhecê-lo como a fonte da visão para a nossa vida. A essência é o louvor e não o orgulho. Tudo o que temos e somos são uma dádiva dele. Não podemos interpretar nossa chamada como superioridade. Ela exige responsabilidade e obediência. Quando Deus dá uma esperança e uma expectativa, estas devem ser-lhe devolvidas para que a seu tempo, e segundo o seu plano se realizem. José interpretou mal o seu sonho. Ele seria abençoado para que pudesse ser uma bênção. Após a comunicação do sonho, convinha que se seguisse a trans¬formação do sonhador. Essa transformação jamais poderia acon¬tecer em meio à complexa trama de favoritismo do pai e rivalidade dos irmãos. Deus cerra e abre portas. Ele sabe o que faz.
Algo aconteceu a José no caminho para o Egito. Não poderia ser o homem de fé em que se tornou sem essa transformação. Toda a obstinação herdada de Jacó estava-se acabando. É surpreendente como cada geração deve aprender por si mesma. A única coisa que Jacó não havia sido capaz de partilhar ao filho era que, na luta com o Senhor, o Senhor sempre vence.
Isso nos leva à segunda parte da história de José e à outra verdade que podemos aprender com ele — Deixe Deus ser Deus quando as circunstâncias parecem contestar o seu sonho. José foi vendido a Potifar, comandante da guarda pessoal de Faraó. Embora jovem, José alcançou poder e prosperidade e ficou encarregado de toda a casa do oficial egípcio e de tudo o que tinha. A história, neste ponto, podia ter chegado ao fim; se a família de José soubesse, com toda a certeza se curvaria à sua posição. Mais uma vez as circunstâncias pareciam contra o sonhador. Ele foi preso sob falsa acusação. Contudo, o relato nos diz muito do que acontecia à fé que José tinha. Por causa de sua lealdade a Potifar e submissão a Deus, ele recusou as propostas sexuais da esposa de Potifar. "Como, pois, cometeria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?" (Gênesis 39:9). Quão diferente do rapaz comodista que observamos alguns anos anteriores. O Senhor era a segurança e o centro de sua vida. Uma fé infantil se transformara em autenticidade e integridade varonis. Nenhuma circunstância seria capaz de con¬tradizer esse fato. Mas sua moralidade centrada em Deus custou-lhe caro. Levou-o à prisão. O Salmo 105:18 nos informa que seus pés foram posto em ferros. Mas Deus usou essa experiência para pôr ferro em sua alma. José aprendeu que não achamos a Deus nas circunstâncias; nós é que o trazemos às nossas circunstâncias. A graça de Deus é maior que a aflição da vida.
Uma heresia que engana e confunde a muitos diz que quanto mais crescemos na graça de Deus mais fáceis as coisas se tornam. Por isso quando nos deparamos com provações, nosso primeiro pensamento é: Deus está me punindo. Ou então supomos que, se orássemos mais, as circunstâncias não frustrariam os nossos sonhos. Esse pensamento não se coaduna com a vida dos grandes homens e mulheres do Antigo Testamento, com a vida e mensagem de Jesus Cristo, nem com os santos, mártires e fiéis seguidores do Mestre. Precisamos ser mais duros em nossa maneira de pensar. Nossa oração não deve ser por vidas fáceis, mas por vidas capa¬citadas por Deus, que se tornam grandes pela sua graça. Algumas dificuldades são, sim, o resultado de rebelião e desobediência, mas se confessarmos a nossa falta poderemos então prosseguir para as questões elevadas que ampliem e abram os nossos corações o bastante para conter o Espírito de Deus.
As épocas em que mais tenho amadurecido e sido moldado na pessoa que Deus pretende que eu seja, têm sido de desafios e contratempos que exigem pura dependência. Quando mais me senti só, encontrei um Amigo que jamais esquece ou abandona. Eis um exemplo recente: Quando lancei um programa nacional de televi¬são, as necessidades financeiras foram tão grandes que o futuro desse ministério estava em jogo. Uma noite, foi tal a minha preo¬cupação que não podia dormir. O orgulho me impedia de levar as necessidades ao conhecimento dos telespectadores. Não desejava pedir donativos nem dar a impressão de que tais ofertas fossem um requisito da amizade que partilhávamos no programa. No entanto, sem uma significativa arrecadação de fundos eu não poderia con¬tinuar. "Que posso fazer, Senhor?" perguntei repetidas vezes du¬rante a longa noite em luta com o problema. "Você deve confiar em mim e contar aos telespectadores a urgente necessidade", o Senhor parecia responder. "Porei a resposta nos corações deles."
Até essa altura, o ministério pela televisão era algo que eu tentava realizar para o Senhor. Agora, percebia que o ministério pertencia a ele e não a mim. Eu tinha de abrir mão de seu futuro. Cumpria-se o inverso do velho ditado: "o Senhor dá, o Senhor tira". Neste caso, o Senhor parecia tirar e dar de volta. Nas semanas que se seguiram à renúncia do futuro do ministério, engoli o meu orgulho e pedi a ajuda das pessoas. A resposta veio esmagadora. Não ape¬nas ficou assegurado o futuro do programa, mas os fundos per¬mitiram uma grande expansão. Tornou-se possível, como conseqüência, a estruturação do programa para toda uma rede nacional.
Após essa crise, senti nova liberdade a respeito do programa. O pânico se foi. Em seu lugar surgiu uma firme confiança, não em minha habilidade de manter o programa no ar, mas na providência do Senhor. Seus planos estavam acima do que eu ousava imaginar. Eu tinha de ceder.
Tive a mesma experiência no casamento. Alguns anos atrás, quando minha esposa e eu discutíamos por questões insignificantes, constatei que o rompimento em nossa comunhão resultava de mi¬nha própria insegurança, manifestada em forma de controle. No¬vamente aqui tive de clamar: "Senhor, ajuda-me! Não posso com isso sozinho. Transforma o meu casamento, mostrando-me o tipo de marido que preciso ser para minha esposa." Esse foi o início de minha cura, que resultou numa nova vida de felicidade e romance no meu casamento.
A mesma coisa tem acontecido com freqüência nos relaciona-mentos difíceis decorrentes de minha posição de líder. Quando chegam as crises, e elas vêm para todos, volto-me para o Senhor em busca de solução e conforto. Então com paciência ele me revela o que fazer e abre o caminho para a solução humanamente im¬possível.
Ao longo da jornada da vida, como é natural, já tive oásis de descanso e gratidão, pausas para a renovação de forças e rejuve-nescimento. Mas essas épocas de espera, após a renúncia dos cru-ciantes problemas, têm sido de crescimento. E para você?
A grandeza no Espírito surge da confiança e da antecipação. Quando realmente cremos que o Senhor está no comando, po¬demos descansar na certeza de que seus planos prosseguem através do que está acontecendo conosco e ao nosso redor.
Certa frase repete-se por todo o relato das provações de José: "Mas o Senhor era com José". Substitua o nome de José pelo seu próprio. O Senhor é com você. Podemos assumir qualquer coisa com base nesse conhecimento. Mark Twain, com seu característico humor, falou da constância da irregularidade: "Não espere que a vida se estabeleça numa suave regularidade antes de crer que Deus está com você, pois você terá uma longa espera e não perceberá a verdade de que a realização do seu sonho não é metade da aventura, mas a própria aventura!"
A capacidade de José para a liderança, mais seu caráter e per-sonalidade compelidores e cheios de Deus, atraíram o carcereiro. Uma vez mais ele subiu ao poder, dessa vez como encarregado de todo o cárcere! Deus possui senso de humor, não é verdade?
Se José não tivesse sido lançado na prisão não teria encontrado os desleais padeiro e copeiro de Faraó. Estamos falando de cir-cunstâncias contraditórias. Que lhe parecem essas situações pre-paradas por Deus para nos compelir ao sonho que ele nos deu? Tanto o padeiro como o copeiro tiveram sonhos. O sonho estra¬tégico arranjado por Deus foi o do copeiro. Em seu sonho havia uma videira com três ramos que produziam uvas. Ele tomava o copo de Faraó, espremia nele as uvas e dava o vinho a Faraó. José, o sonhador de Deus, num instante fez a interpretação: em três dias o copeiro seria solto e voltaria a servir a Faraó. E aconteceu. Agora, dois anos mais tarde, o copeiro se achava numa posição decisiva para se lembrar do talentoso e enigmático hebreu que encontrara na prisão, pois Faraó teve um sonho estratégico nos planos de Deus para o Egito, para José e, com o tempo, para o nascimento da nação hebraica.
Faraó sonhou com sete vacas magras e sete gordas. As magras devoravam as gordas. E a este sonho seguia-se outro de sete espigas cheias e boas, que cresciam de uma só haste, acompanhadas de sete espigas mirradas e crestadas do vento oriental. "Qual o sig¬nificado disso?" desejava saber Faraó. Os sonhos desafiavam os poderes de interpretação dos magos do soberano. Ah, o humor de Deus! O copeiro lembrou-se de José e mencionou-o a Faraó. Con¬cedida a audiência, José informou a Faraó que não possuía poderes de interpretação de sonhos, mas servia a um Deus poderoso. José aprendera uma dura lição através do sofrimento. O que vemos diante de Faraó é um homem dependente de Deus, que permitira que Deus fosse o Senhor de seus próprios sonhos. A arrogância dos anos anteriores se fora, deixando em seu lugar a humildade que apenas o sofrimento é capaz de produzir.

Lembra-se da interpretação que ele deu ao sonho de Faraó? 0 Egito teria sete anos de prosperidade, seguidos de sete anos de escassez. A inteligência elevada que Deus concedeu a José é apro-veitada para dar a Faraó conselho muito importante: nos anos de prosperidade, preparar-se para os anos de escassez, enchendo os celeiros. Faraó ficou tão surpreso com o discernimento de José e com a aplicação prática, que o fez primeiro-ministro, vice-gover-nador de todo o Egito, segundo no poder! Na realidade, não o segundo apenas em relação a Faraó — o Senhor do Universo vinha em primeiro lugar na vida de José.
Gostaria de salientar o que Deus está tentando nos transmitir nesse ponto da história de José. Ele não apenas nos dá sonhos e nos prepara para vivê-los, mas a outros também concede sonhos que se ajustem aos nossos e nos levem para a frente, cumprindo assim os seus propósitos para a nossa vida. O Senhor está sempre pronto a desdobrar as necessidades de uma pessoa a fim de cumprir seus propósitos em outra. Pense nas pessoas que chegaram na hora certa para nos ajudar. Algumas eram amigas, outras hostis. Mas Deus a todas usou.
Chegamos, assim, à terceira grande descoberta em nosso estudo da vida de José — deixe Deus ser Deus nos sucessos da vida. A crescente grandeza de José se manifestava não somente no modo como suportava as dificuldades, mas em como lidava com o su¬cesso. Em nenhuma época, no relato de sua magistral liderança do Egito, ele usou o poder para o seu próprio engrandecimento. Serviu a Deus ao servir o Egito, como se sua tarefa fosse nomeação divina. Construiu celeiros e os preparou para os tempos de fome. Ao fazer isso, ele salvou ao Egito e a todos os povos circunvizinhos nos anos de escassez.
Deus dá sucesso espiritual aos que lhe dão a glória. Não devemos ter aversão ao sucesso mais que às dificuldades. Há épocas de triunfo, bem como de turbulência na vida cristã. Podemos agradecer ambos a Deus. Eficiência na vida cristã, reconhecimento e ascensão na liderança são boas ocasiões para adoração e confiança mais profundas.
Deus havia preparado um homem e agora estava pronto para usá-lo em sua estratégia de criar um povo escolhido. Ele levaria Jacó e sua família para o Egito, não somente a fim de livrá-los da fome, mas a fim de desenvolver através deles uma nação digna da terra prometida, e distinta como seu povo.
A fome que atingiu o Egito também devorou Canaã. Jacó foi forçado a enviar seus filhos ao Egito em busca de trigo. O temor de que algum mal lhes sobreviesse fê-lo reter o filho mais jovem, Benjamim, único remanescente de sua amada Raquel. Isso nos leva ao ponto seguinte, no qual se desenrola a parte final do sonho de José, e também a outro discernimento — deixe Deus ser Deus sobre os fracassos dos que frustraram os sonhos que ele lhe deu.
Em sua primeira viagem ao Egito para comprar comida, os irmãos de José não o reconheceram. Haviam decorridos mais de vinte anos desde que o viram pela última vez, e além disso ele se vestia como egípcio. Imagine o misto de sentimentos que se apossou de José ao avistar seus irmãos — os mesmos que no auge do ódio e ciúme venderam-no aos ismaelitas! Ele tinha poder para executá-los imediatamente, torturá-los até que admitissem o crime que cometeram, abalá-los ao revelar sua identidade naquele instante. Em vez disso, ele expressa imensa bondade, porém acompanhada de um pouco de humor e intriga. A provação que José impôs a seus irmãos, antes de se dar a conhecer, está de acordo com al¬gumas leis espirituais muito básicas e profundas de relacionamento e reconciliação. Quando permitimos que Deus seja Deus dos pe¬cados de outras pessoas contra nós, devemos servir de mediador do perdão de uma maneira adequada e aceitável. Isso não é fácil, como se percebe pela forma como José tratou seus irmãos. Era preciso que eles reconhecessem o seu próprio pecado antes que José pudesse oferecer-lhes o perdão. Esse processo o feriu mais que a seus irmãos.
Ao acusá-los de espiões, José colocou seus irmãos na defensiva. A história que contaram, protestando inocência e repetindo a mesma mentira acerca de José, partiu o coração deste. O temor deles era tanto que não puderam captar a nuance de ternura na voz do irmão, quando indagou: "Vosso pai ainda vive?" "Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na terra de Canaã; o mais novo está hoje com nosso pai, outro já não existe". Já não existe! É bem provável que José se sentisse tentado a se revelar e confrontar seus irmãos com a verdade. Mas o momento ainda não havia chegado.
"E como já vos disse: sois espiões" — e acrescentou: — "Nisto sereis provados: pela vida de Faraó, daqui não saireis, sem que primeiro venha o vosso irmão mais novo!" Após lançá-los na prisão por três dias, José jurou-lhes por Deus que manteria um deles na cadeia enquanto os outros fossem a Canaã e trouxessem seu irmão mais novo.
O desafio teve o impacto que José pretendia: a fria repressão da culpa, encoberta com camadas de mentira através dos anos, fendia-se de alto a baixo. Sentiram-se forçados a conferenciar entre si acerca do pecado deles contra José. E estranho como as crises de uma nova situação trazem de volta uma culpa não solucionada. Ao atentar para a auto-incriminação deles, José tem de retirar-se para chorar. Contudo, ele não revelou a sua verdadeira identidade. Uma ferida tão profunda não se curaria com fáceis e baratas ofertas de perdão. Haja vista que José não amoleceu: manteve Simeão e enviou os nove irmãos a caminho de Canaã, com suas sacolas cheias de trigo. E mais: por ordem secreta, desconhecida deles, o dinheiro que pagaram pelo trigo fora devolvido. Quando abriram o saco e viram o dinheiro, manifestaram novamente o sentimento de culpa. Em vez de satisfação, apoderou-se deles o temor e in¬dagaram: "Que é isto que Deus fez a nós?"
Jacó, ao saber que Simeão fora mantido como refém, foi aco-metido pela dor e recusou-se a aceder ao pedido do governador do Egito. Mas a fome piorou deixando-lhe pouca escolha. Final¬mente, decidiu enviar os filhos de volta ao Egito, levando Benjamim. O risco, para Jacó, era perder todos os herdeiros. O que aconteceria às promessas feitas a Abraão e Isaque? O que ele não sabia era que a promessa estava a cumprir-se em sua renúncia, agravada pela dor de ver todos os seus filhos retornando ao Egito.
José foi brando em sua estratégia por ocasião do segundo en-contro com seus irmãos. Ele os cumprimentou de maneira calorosa e, comovido, chorou na presença de Benjamim. Simeão foi solto da prisão e celebrou-se uma grande festa. Gênesis 43:32-34 capta o drama encenado por José. O lugar de José era em uma mesa separada, com os egípcios. Para seus irmãos, dispuseram a mesa com todo o aparato segundo a ordem de nascimento: o mais velho no lugar de honra. Não admira que os irmãos se entreolhassem com espanto. Somente alguém que conhecia a família poderia ter planejado isso! Quem seria esse misterioso vice-governador do Egito? Mas ainda não chegara o momento da revelação. Os irmãos não estavam prontos.

Uma vez mais José os enviou de volta e, novamente, tomou providências para um novo encontro a caminho de casa. Seu pró¬prio copo de prata fora oculto no saco de Benjamim. Depois que os irmãos seguiam satisfeitos o seu caminho, enviou José os seus servos para os deter e acusá-los do furto. Os irmãos alegaram ino¬cência. Quando os sacos foram revistados, acharam o copo no de Benjamim. Eles rasgaram as suas vestes — um antigo gesto he¬braico de total desespero e indignação — e quase tiveram um co¬lapso nervoso.
Levados de volta à presença de José, prostraram-se em terra e repetiram a mesma cena do ambíguo relacionamento que tiveram com ele como vice-governador. Judá fez um fervoroso apelo para que não culpassem a Benjamim e o detivessem no Egito. Se vol¬tassem sem Benjamim, Jacó, seu pobre pai, não poderia suportar a dor. Judá se dispôs a tomar o lugar do irmão. Foi a descrição do pesar de Jacó e a nobre oferta de Judá que, por fim, abriu com¬pletamente o coração de José. A prova de amor pelo pai e pelo irmão, que tanto lhes faltava na época em que estivera com eles, era o que ele estava esperando.
José deu ordens para que todos, exceto seus irmãos, se retiras-sem. Então, todo o amor e a solidão reprimidos para com sua família se sublimaram em lágrimas e choros tão altos que toda a casa dos egípcios ouviu. Poucas são, nas Escrituras, as exclamações com tanta emoção de dor como do clamor de José a seus irmãos: "Eu sou José; vive ainda meu pai?" (Gênesis 45:3). Ao ficarem espan¬tados ao ponto de perderem a fala, José fez que se aproximassem para constatar que o vice-governador, na verdade, era o irmão que haviam vendido como escravo.
Vendo a culpa estampada na face deles, José suplicou-lhes que não se contristassem ou se indignassem consigo mesmos, mas per-cebessem que Deus tinha utilizado para bem o mal que haviam cometido. Atente para as suas palavras: "Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra, e para vos preservar a vida por um grande livramento. Assim não fostes vós que me enviastes para cá, e, sim, Deus" (Gênesis 45:7-8). Quando os ir¬mãos estavam preparados, José concedeu o perdão que havia con¬tido em seu coração. Este, porém, foi dado com a consciência de que Deus usa o pior para produzir o melhor.
Dessa vez os irmãos partiram com provisões completas. A missão deles era trazer Jacó e a família para o Egito. Se o encontro de José com seus irmãos foi triste e emocionante, seu reencontro com o pai haveria de ser o de maior ternura e alegria do Antigo Tes¬tamento. São bem vivas as cores com que a Escritura pincela José correndo em sua carruagem, indo ter com seu pai. No momento que os dois se encontraram, José abraçou a Jacó "e chorou assim longo tempo". José atravessara uma angústia incrível, esperando por esse momento. Ele confiou em Deus quando tudo parecia impossível. O Senhor do impossível teve a palavra final.
Após a morte de Jacó, os irmãos vieram a José com as derradeiras palavras de instrução do pai: que deveriam buscar o perdão de José. Tal perdão já havia sido concedido, mas o velho e sábio Jacó sabia que os irmãos deviam fazer uma confissão mais clara. A reação a essa confissão tem ressoado através dos tempos como uma das mais belas explicações da providência divina. O sonho de José, segundo o qual seus irmãos se curvariam diante dele, era apenas o invólucro de um propósito muito mais importante: o plano de Deus. Deus usaria José como um instrumento estratégico na rea¬lização desse plano, e também como uma bênção para a sua família.
Assim é conosco. Precisamos dar mais importância aos sonhos e visões de nossa vida. Nossa vocação é parte de um plano maior que não pode falhar. Por conseguinte, podemos lidar com os outros de forma mais carinhosa e perdoadora. Todas as coisas que José teve de suportar o capacitaram a declarar: "Não temais; acaso estou eu em lugar de Deus? Vós, na verdade, incitastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim os consolou, e lhes falou ao coração" (Gênesis 50:19-21).
Em retrospecto, José foi capaz de fazer essa declaração. Se pu-dermos também olhar para trás e aplicar essa mesma declaração ao que nos aconteceu, então ela se tomará, em meio à frustração e aos problemas que nos assaltam, nosso lema, nossa missão, e sólida base de esperança para o futuro. Deus usará a vida, as pessoas e as circunstâncias a fim de apressar a realização do sonho que tem para nós.
A história de José nos leva a uma introspecção sincera e sugere-nos fazer um inventário. Os conflitos da vida porventura aproxi¬mam-nos da confiança de José na providência divina? Além disso, tem-nos essa convicção transformado em pessoas perdoadoras e agradáveis? Quando percebemos o carinho com que Deus nos trata, ao mover-nos para frente em direção ao nosso sonho, podemos fazer menos pelos outros? Ele usou a cruz para nos dar a esperança de que além de nossos alvos terrenos temos um destino eterno. E daquela cruz de graça mediadora um, maior que José, disse: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".
Um último princípio abrange todos os anteriores — Deixe Deus ser Deus do futuro, enquanto ele executa o seu propósito maior na história. Quando José expirava, fez uma formidável declaração que ressalta sua confiança inabalável em Deus. "Eu morro; porém Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra para a terra que jurou dar a Abraão, a Isaque e a Jacó. . . Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui" (Gênesis 50:24-25). Na morte, José tinha tanta confiança no cuidado de Deus como ele tivera durante todos os anos aflitivos da sua vida. Seu sonho pessoal se tornou parte do plano de Deus para o nascimento futuro de Israel como uma nação.
José podia morrer sabendo que nada inverteria a estratégia ir-revogável, imutável e impulsionadora de Deus. Podia tirar da mente a preocupação sobre o futuro, porque ele aprendera que Deus é digno de plena confiança. As sessenta e seis pessoas que Jacó levou para o Egito, além de José, sua esposa e dois filhos, perfaziam setenta. Quatrocentos e trinta anos mais tarde Israel deixaria o Egito com mais de dois milhões. Deus tinha um plano.
José é lembrado como um dos maiores homens da história por-que permitiu que Deus fosse o Deus de seus sonhos. Ele tornou-se melhor apesar de tudo, em vez de amargo por causa de tudo. E quanto a nós? A vida nos torna azedos ou amáveis? A prova de sermos amáveis é podermos afirmar com José: "Atentem para a vida, meus amigos. Ouçam-me os que vêem os outros como ini¬migos. O que no momento parece mal, Deus tomará em bem. Eu vou guardar o meu sonho!"

 


Retirado do livro:
Senhor do Impossível
Lloyd John Ogilvie
Editora Vida