Oportunidade & Responsabilidade = Excelência
Onde estão os “Elias” de Deus?
Cinco maneiras de afastar seu filho da Igreja
O Brasil precisa de pastores de caráter limpo
As implicações espirituais no uso de Piercing's
O que farei para herdar a Vida Eterna
Sensacionalismo Toma Conta da Igreja
Apaixonando-se pela mulher Frankenstein
Desmascarando o Espírito de Jezabel
Por que os jovens são, além de protegidos por Deus, tão importantes?"
Qual é o Problema em Gostar um Pouco de Pornografia?
A responsabilidade individual de cada Crente
As Transformações e os Benefícios do Jejum
Faça sexo! Faça sexo! Mas antes, pegue aqui sua camisinha.
Pessoas que experimentaram os "Poderes da Era Vindoura"
Eu não Envergonho do Evangelho
Sede imitadores de Deus como filhos amados
Sete Necessidades Básicas da Criança
Da vergonha a conquista através da fé
Intercessor na sala do na Trono
Os Três Níveis de Contribuição
A Missão de JESUS como modelo para o exercício da liderança
Impedimentos de Entrar no Santo dos Santos
Pois Eles Mudaram a Verdade de Deus em Mentira
Como receber a benção da abundancia
A guerra espiritual entre dois reino
A Besta e o Sistema Mundial x O Reino de Deus
Adoração cerimonial e ritualística x adoração em espírito e em verdade
A obra de Deus em nossas vidas
O Céu (Uma Mensagem de Esperança Para Estes Tempos Difíceis)
Deus nos livrou da crise econômica para que??
Iemanjá= Rainha de todas as águas e mãe de todos os orixás?
Família - Um Projeto Celestial(UMA IDEIA DE OUTRO MUNDO)
Submissão – Um Princípio de Deus
Tratamentos Alternativos e Alternativas Perigosas
A crença e a falta de intimidade
O diabo vai minando as mentes sutilmente.
Os propósitos de Deus no sofrimento do homem
Qual o seu preço? Quanto você vale?
Jesus, uma pessoa comprometida.
O mito do Papai Noel X A realidade de Jesus Cristo
O que a Bíblia diz sobre a árvore de Natal?
Ai, ai, ai... Não dá! - Murmuração
Cientologia - A religião das Estrelas
O que é Dircenir o Corpo de Cristo na Ceia?
Idolatria Gospel - Um show de horrores
Coisas Boas Que Deixam As Pessoas Fora Do Céu!
Por suas pisaduras fomos sarados
Como Criar Filhos Masculinos e Filhas Feminimas
Alimentando as Ovelhas ou Divertindo os Bodes
O desafio de crer contra toda esperança
"Posso te fazer uma celebridade, propôs o diabo a Jesus...
Jesus com vergonha de ser chamado de Jesus
A Plenitude do Espírito Santo: Seu direito e Dever
A mão de Deus ou a força do dinheiro??!!
Como fugir do mundo da sensualidade
Mt 9:35-38
Ser ordenado pastor ou exercer um ministério em suas comunidades é o sonho de todos os seminaristas! Enquanto vão cursando Teologia, Missões ou música os seminaristas vão sonhando com o dia em que serão chamados de reverendo, missionário ou ministro de música.
Depois de estudar tanto (ou enquanto se estuda tanto!) chega o momento de atuar. O momento de atuar nas igrejas é um momento de realização de sonhos, mas também é um acontecimento que dá um frio na barriga e logo chega a pergunta “Que devo fazer como líder”?!
Um líder não é feito pelo ato formal da ordenação ou investidura. Um líder é uma pessoa em constante construção. A construção do caráter do líder se faz pela observação constante do caráter do Supremo Pastor Jesus Cristo.
O líder, como pessoa que está em constante construção, precisa olhar sempre para a missão de Jesus. Não somente olhar para forma como Jesus realizou a sua missão, mas sobretudo tomá-lo como modelo. A missão de Jesus é (e deve ser!) modelo para o exercício de nossos ministérios!
Há três coisas no nosso texto que falam sobre a missão de Jesus e servem de modelo para o exercício da liderança nas nossas comunidades. Vejamos estas três coisas!
1) A missão de Jesus é realizada com a prática de ensinar, proclamar e curar
Jesus percorria todas as cidades e aldeias, e ali ensinava em suas sinagogas, proclamando a Boa nova do Reino e curando toda doença e toda enfermidade.
O v. 35 do nosso texto é um sumário da prática missionária de Jesus. Jesus percorria as cidades e as aldeias e ali realizava a sua missão: ensinava, proclamava o Reino e curava.
Parece que as mesmas necessidades que as pessoas tinham na época de Jesus são as necessidades que as pessoas têm nos dias de hoje: ensino, proclamação e cura! Penso que um ministério relevante para os dias de hoje tem que alcançar estas mesmas dimensões: ensino, proclamação e cura.
Jesus ensinava nas sinagogas, o que pressupõe que Ele fazia um estudo expositivo das Escrituras, como era de costume nas sinagogas. Um líder que quer ter um ministério relevante precisa se dedicar ao estudo para ter o que ensinar para seus liderados. O melhor alimento que um rebanho pode ter é o ensino expositivo das Escrituras Sagradas.
Jesus proclamava a Boa Nova do Reino. Quando estava fora das sinagogas, anunciava a presença do Reino de Deus. O líder também deve ser um anunciador do Reino de Deus e de seus valores - solidariedade, paz em um sentido amplo, amor, renúncia etc. Também deve ensinar a comunidade a viver os valores do Reino, bem como anunciar estes valores para o mundo.
Jesus curava toda sorte de doenças. Junto com o anúncio do Reino, vinham os sinais do Reino. Dentre os sinais, a cura das enfermidades humanas. Uma liderança que queira ser relevante para os dias de hoje precisa ser dedicada às necessidades físicas e psicológicas das pessoas. O líder existe para ser um servo de Deus entre pessoas enfermas física e psicologicamente.
2) A missão de Jesus é realizada com compaixão para com os que necessitam
Vendo as multidões, tomou-se de compaixão por elas, porque estavam exaustas e prostradas como ovelhas sem pastor.
Jesus, enquanto encarnação humana, era muito sensível às pessoas. Sua missão era eficaz porque Ele era sensível à situação em que as pessoas viviam.
O texto bíblico nos diz que Jesus foi tomado de compaixão para com a multidão que o seguia. Jesus é tomado por uma profunda ternura ao verificar a situação na qual se encontrava a multidão.
Muitas pessoas observam a miserabilidade das multidões dos dias de hoje com indignação e ódio, mas Jesus observava a situação da multidão com compaixão/ternura.
O ódio e a indignação muitas vezes enchem os nossos corações e nos impedem de agir. A multidão maltratada, explorada, carecia de tudo, principalmente de uma direção para suas vidas. A ternura de Jesus lhe possibilitou dar uma direção à multidão.
A situação da multidão era muito grave. A multidão estava exausta. É como se alguém lhes tivesse raspado o couro, como se fazia com os papiros. A multidão estava também prostrada. Estava como que cabisbaixa, sem auto-estima, castigada pela exploração/opressão alheia.
Aqueles que deveriam orientar e abençoar a multidão eram aqueles que mais a exploravam. Os religiosos da época exploravam e manobravam as multidões em favor de seus interesses. Jesus percebe que a sua missão deve ser bem diferente. Ele quer mostrar que as pessoas não devem ser massa de manobra, mas objeto de compaixão.
Penso que a forma de Jesus realizar sua missão também nos é exemplar neste aspecto, sobretudo nos dias de hoje. Quantas pessoas carentes, pobres, desesperadas, doentes, oprimidas e precisando de uma orientação espiritual são exploradas por até supostos ministros da Palavra de Deus. As multidões não precisam de mais ninguém que as explore, mas precisam de líderes que lhes abençoem e lhes curem as feridas!
3) A missão de Jesus é realizada com vistas ao juízo final
Então diz aos seus discípulos: “A seara é abundante, mas os operários, pouco numerosos; pedi, pois, ao Dono da seara que mande operários para a sua seara.”
Esta era a missão de Jesus: ensinar nas sinagogas os valores do Reino de Deus, proclamar pelas ruas as Boas Novas do Reino , curar as multidões como sinal do Reino de Deus e sentir compaixão para com as multidões oprimidas.
A missão de Jesus era realizada com vistas à concretização do Reino de Deus. O Reino não é algo distante e abstrato. O Reino pode ser visto já/agora, mas ainda não se encontra de forma plena.
A missão de Jesus era realizada com vistas ao dia em que o Reino de Deus será algo pleno entre todos nós. Haverá um dia em que Deus há de estabelecer um juízo sobre a face da Terra, separando o trigo do joio.
Mateus 13 nos traz as parábolas do Reino. Na consumação do Reino, o trigo e o joio serão separados. O trigo (bons frutos) será separado e o joio (maus frutos) será queimado.
Nas parábolas, a ceifa é o fim do mundo e os ceifeiros os anjos. No nosso texto a ceifa já é vista como grande, mas os trabalhadores são insuficientes. Sem trabalhadores que separem o trigo e o joio não há como o juízo de Deus ser realizado.
A seara (campo cultivado, pronto para ser ceifado) está pronta, mas os trabalhadores são poucos. Jesus, então, incita os seus a clamarem ao Dono da Ceifa que mande mais trabalhadores. Esta é uma forma dos próprios discípulos de Jesus tomarem consciência da urgência da consumação do Reino.
A missão de Jesus visava a consumação do Reino de Deus. Visava também conscientizar aos seus discípulos da necessidade de que participassem deste Reino e de sua consumação.
Qualquer ministério que seja realizado nos dias de hoje deve levar a sério o Reino de Deus e a sua consumação. Deve levar em consideração que todo o trabalho que realizamos, ou deixamos de realizar, vai chegar diante de Deus para ser julgado.
Quanto mais o líder trabalha em favor do Reino de Deus, mais ele ajuda a concretizar o Reino e a sua consumação. Esta dimensão de urgência e juízo deve permear todo trabalho de qualquer líder.
Conclusão
A liderança não deve ser desejada como meio de obtenção de privilégios. O líder não é um privilegiado, mas uma pessoa em um profundo débito para com o Reino de Deus. O antigo lema continua valendo: quanto mais se recebe, maior é a responsabilidade em se fazer alguma coisa!
Não significa que liderar não seja uma atividade digna ou nobre. Claro que é. Não deve, todavia, ser almejada para obtenção de privilégios, mas para o serviço ao próximo. E serviço ao próximo demanda trabalho e muita responsabilidade e isso não é tarefa para qualquer um.
O meu desafio para todos os líderes, presentes e futuros, é o de serem líderes que exerçam a sua função inspirados na forma como Jesus realizava a sua missão. Isto significa construir um ministério que tenha: 1) Ensino, proclamação do Reino e cura; 2) Compaixão para com os que necessitam; 3) Olhos voltados para o juízo final.
* Doutor em História pela UNESP, Mestre em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará, Mestre em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil. Professor tempo integral da Faculdade Teológica Sul Americana.
Alfredo dos Santos Oliva
www.institutojetro.com.br